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Políticas de Gestão de Riscos

1.OBJETIVO

A gestão de riscos para a Santa Terezinha é uma ferramenta pela qual são analisados e monitorados os riscos estratégicos, operacionais e econômico-financeiros bem como aqueles atrelados às questões ambientais, sociais e de governança (ASG).

A Santa Terezinha optou por possuir uma gestão de risco que inclua os critérios estabelecidos pelos organismos reguladores de mercado, incluindo em sua análise as questões e ferramentas que auxiliem na mensuração de estratégias e processos específicos de ASG.

Assim sendo, a política constitui um conjunto de princípios e procedimentos que proporcionam uma atuação pró-ativa na identificação, análise, avaliação e monitoramento contínuo dos riscos inerentes às suas operações, de forma a minimizar ameaças e incertezas, com o objetivo de criar novas oportunidades e conseqüentemente gerar valor a todas as partes interessadas.


2. DEFINIÇÕES

RISCO

A norma ABNT ISO 31000:2009 de gestão de riscos publicada no Brasil define risco como “o efeito da incerteza nos objetivos”, sendo que “um efeito é o desvio em relação ao esperado – positivo e/ou negativo”. Portanto, caracteriza-se pela possibilidade de impacto e probabilidade de ocorrência que permeia todas as atividades da Empresa, bem como a inatividade de novas iniciativas.

CATEGORIAS DE RISCO

De forma a elucidar e melhor definir seu gerenciamento, os riscos aos quais a Santa Terezinha está sujeita foram classificados da seguinte forma:

a. Riscos Estratégicos
b. Riscos Operacionais, incluindo os Riscos Legais
c. Riscos Econômico-Financeiros (Cambial, Preço, Crédito e Liquidez)
d. Riscos ASG

RISCOS ESTRATÉGICOS

Associados à tomada de decisão da alta administração e podendo gerar perda substancial no valor econômico da Empresa.

RISCOS OPERACIONAIS

Definido como a potencial ocorrência de falhas relacionadas a pessoas, a especificações contratuais e documentações, à tecnologia, à infra-estrutura e desastres, a projetos, a influências externas e relações com clientes.

Engloba ainda o Risco Legal, associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela Empresa, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais.

RISCOS ECONÔMICO-FINANCEIROS

São aqueles associados a exposições ocasionadas pela administração inadequada das operações financeiras da organização, englobando o risco com fluxos de caixa, os riscos e retornos específicos de transações financeiras, riscos com a variação cambial, riscos com variação de preços das commodities, bem como a aplicação e captação de recursos em discordância com as políticas estabelecidas.

RISCOS ASG

Riscos ASG são aqueles relacionados com temas como meio-ambiente, desenvolvimento social e governança corporativa. A Santa Terezinha entende que tais questões podem afetar o desempenho de suas operações, e portanto, as considera em sua gestão de riscos.


3. BENEFÍCIOS

Dentre os benefícios a serem gerados através da implantação de uma política de gestão de riscos, podemos citar:

- Adotar e difundir uma postura de maior transparência em relação às partes interessadas, através do reconhecimento dos riscos inerentes à suas operações, seus procedimentos de mitigação, bem como sua real eficácia;
- Contribuir para a manutenção e melhoria contínua da imagem corporativa, ao medir, monitorar e gerir impactos de desempenho das operações, estabelecendo um panorama de menor risco às partes interessadas;
- Prover e disseminar ferramentas e metodologia de controle interno que permitam um efetivo processo de gerenciamento de riscos;
- Fornecer dados completos sobre o ambiente de riscos habilitando a Empresa a gerenciar mais efetivamente a alocação de capital e até reduzi-lo.
- Promover uma comunicação eficaz entre as diferentes áreas relacionadas com as categorias de riscos estabelecidas e os órgãos da alta administração.


4. O PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS


Dentre as etapas básicas que compõem um sistema de gestão de riscos, podemos citar:

a. Elaboração de uma política de gestão de riscos;
b. Mapeamento e análise dos riscos e controle;
c. Definição e implantação da estrutura de gerenciamento de riscos;
d. Monitoramento e avaliações regulares;

No entanto, a Santa Terezinha entende que o principal aspecto na implantação de uma política de gestão de risco corporativo é o engajamento de seu público interno na aplicação eficaz de todos os modelos e procedimentos estabelecidos.

Dessa forma, através de uma cultura amplamente difundida de comportamento ético e gestão de alto padrão, a Santa Terezinha atua no gerenciamento de riscos através da adoção de sistemas e procedimentos de controle disseminados por todos os níveis da Empresa.


5. METODOLOGIA DA GESTÃO DE RISCOS

A Santa Terezinha considera 4 diretrizes gerais na composição de seu sistema de gestão de risco, sendo elas:

a. Difundir um sistema de cultura de risco, onde procedimentos e sistemas de controle são disseminados em todas as áreas operacionais, com total comprometimento dos membros das Diretorias e Conselho Administrativo;
b. Criar um sistema amplo de divulgação que permeia a totalidade da Empresa e ocorre de forma clara e objetiva;
c. Elaborar uma análise bem estruturada que avalie, identifique e reconheça o comprometimento de todos os colaboradores com o gerenciamento de riscos;
d. Instituir um Comitê de avaliação de riscos para gerenciar e assegurar a correta implantação do sistema de gestão de risco.


6. ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS

Uma correta estruturação do gerenciamento de riscos resulta em decisões oportunas e apropriadas que asseguram o uso eficiente dos recursos, minimizando incertezas e maximizando oportunidades.

O modelo de estruturação da gestão de riscos em elaboração compreenderá, dentre outras atividades:

a. Elaboração e proposição de diretrizes e procedimentos específicos;
b. Constituição de Comitês de Avaliação de Riscos;
c. Desenvolvimento de metodologia para prospecção de soluções sistêmicas e de mitigação;
d. Implantação de Sistema de Controle Interno, baseado em procedimentos específicos que proporcionem um ambiente adequado de controle (regulamentos, manuais, normas, dentre outros)


7. METODOLOGIA APLICADA NA GESTÃO DE RISCOS

O Comitê de avaliação de riscos, amparados pelo Conselho Administrativo e Diretorias, será responsável pela aplicação das metodologias de gestão de riscos.

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS

Como ferramenta principal da metodologia, a Santa Terezinha procura identificar os riscos à que a Empresaa está sujeita no desempenho de suas operações o que resultará na elaboração de Matrizes de Riscos, com suas identificações e apontamentos de mitigações e ou eliminações.

AVALIAÇÃO DOS RISCOS

Dentro do processo de análise de riscos a Santa Terezinha utiliza as matrizes de riscos, que consiste em priorizar e filtrar, apontando aqueles com maior ou menor probabilidade de impacto no desempenho das operações da Empresa.

Através desse processo de análise, é possível a identificação das probabilidades de obtenção dos resultados indesejados e suas conseqüências para as partes interessadas.

TRATAMENTO DOS RISCOS

Busca-se uma total sinergia entre os objetivos estratégicos e a estrutura de controle interno na elaboração de tal plano e no posicionamento frente aos riscos analisados.

As alternativas para tratamento de riscos recomendadas pelos diversos órgãos e institutos de análises de riscos e adotadas pela Santa Terezinha constituem-se em:

a. Evitar: decisão de não se envolver ou agir de forma a se retirar de uma situação de risco.
b. Aceitar: neste caso, apresentam-se três alternativas: reter, reduzir ou transferir/compartilhar.
I. Reter: manter o risco no nível atual de impacto e probabilidade.
II. Reduzir/Mitigar: ações são tomadas para minimizar a probabilidade e/ou o impacto do risco.
III. Transferir e/ou compartilhar: atividades que visam reduzir o impacto e/ou a probabilidade de ocorrência do risco através da transferência ou, em alguns casos, do compartilhamento de uma parte do risco.

Nesta etapa do processo busca-se limitar a exposição ao risco, no entanto, quando cabíveis, são consideradas ações para implementar ou aprimorar procedimentos de controle que visem reduzir ou mitigar o risco, ou ainda, finalmente, transferir ou compartilhar tais riscos, de acordo com cada cenário em questão.

São considerados ainda os custos para implementação de tal plano de ação, através de um balanço entre as ações para tratamento dos riscos e seu potencial de impacto.

MONITORAMENTO PERIÓDICO

A Santa Terezinha adota um modelo de monitoramento periódico do gerenciamento de riscos, avaliando a eficácia dos objetivos traçados e identificando eventuais falhas nos planos de ação elaborados.

Tal monitoramento possui caráter cíclico e dinâmico, o que possibilita uma atuação pró-ativa em relação a eventuais novos riscos ou qualquer alteração no potencial dos mesmos.

INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

A Santa Terezinha, adota uma postura de divulgação e comunicação no âmbito interno em relação à sua gestão de riscos aos níveis de Conselho, Diretoria, Gerencias e Comitês.

Um sistema de divulgação e comunicação em relação aos riscos incorridos é a maneira mais eficaz e adequada de assegurar avaliações rápidas e transparência aos setores de tomada de decisões dentro da Empresa.


8. INSTRUMENTOS DE GERENCIAMENTO DE RISCOS

São nas Matrizes de Riscos que estão apresentados os principais riscos e seus mitigadores. Os Comitês de gestão de riscos, são colegiados de assessoramento e instrução instituídos pelo Conselho Administrativo.


9. DISPOSIÇÕES GERAIS


As diretrizes gerais e procedimentos constituídos por esta política serão acompanhadas pelo Conselho Administrativo e Diretorias e amparadas pelas demais áreas da Santa Terezinha no que se refere ao aprimoramento e atualização contínua dos termos desta Política.

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